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O que é Empresa Júnior? Uma Empresa Júnior, segundo documento redigido pela Confederação Nacional de Empresas Juniores, Brasil Júnior, é uma "associação civil sem finalidades econômicas e com fins educacionais". Ela é criada por alunos de graduação de uma determinada instituição de ensino superior. Deve ser sempre ligada a um ou mais cursos de graduação. A gestão de uma EJ, sigla para Empresa Júnior, deverá ser feita pelos próprios alunos. Geralmente, as empresas são restritas a alunos de apenas um curso, mas não raras vezes se tem empresas de sucesso ligadas a mais de um curso. Alguns exemplos de sucesso: A FEA júnior USP, fundada em 1990, abrange alunos dos cursos de Administração, Economia e Contabilidade da FEA USP e é considerada a primeira Empresa Júnior multidisciplina do Brasil. A Júnior Trevisan Consultores, fundada em 2002, aceita em seu quadro alunos de Administração de Empresas, Ciências Contábeis, Relações Internacionais e Marketing da Trevisan Escola de Negócios. Exemplos de qualidade na execução dos serviços também são freqüentes. A CAMPE Consultoria Jr foi a primeira Empresa Junior a conquistar certificado de garantia de qualidade ISO 9001.
O objetivo primeiro das EJs é promover a melhor experiência de mercado aos alunos graduandos na instituição à qual ela é vinculada. Por esse objetivo entende-se fomentar o crescimento pessoal e profissional do aluno membro, por meio do oferecimento de serviços de qualidade e a baixo custo ao mercado. Dessa forma, além de atingir seu próprio objetivo, as EJs contribuem para o desenvolvimento do empreendedorismo em sua região. Em alta escala, o Movimento das Empresas Juniores (MEJ) contribui com uma importante parcela no desenvolvimento empresarial e econômico do país.
Por meio de iniciativas como o Núcleo de Empresas Juniores de São Paulo, que abrange as 9 mais fortes EJs do Brasil (FEA USP, Mackenzie, Trevisan, ESPM, Ibmec, PUC, FGV, GV-Pública e FAAP), o MEJ fomenta iniciativas de Responsabilidade Social Empresarial (RSE), contribuindo com ações que vão desde o atendimento gratuito a ONGs necessitadas até o incentivo à reciclagem de papel e utilização de papel reciclado em seus relatórios.
As EJs se enquadram no Terceiro Setor da economia, pois estão enquadrados no setor privado (portanto não são do Primeiro Setor) e não têm por fim último o lucro (excluindo-se do Segundo Setor). Dessa forma, acabam por ter reduzidos custos operacionais e de tributação, podendo oferecer serviços de qualidade a um custo baixo. As EJs atendendo ao mercado das micro e pequenas empresas, que costumeiramente não suportam contrar consultoria sênior (oferecida pelas grandes empresas do mercado, como Price WaterHouseCoopers, BDO Trevisan e Delloite) e enfrentam grandes dificuldades na gestão, podendo ir inclusive à falência. Instituiçõs do Primeiro Setor, como os SEBRAE regionais, constamente se tornam parceiros das EJs, visando dar suporte às pequenas empresas em dificuldade ou em expansão. Já as empresas de segundo setor, que visam lucro de seus acionistas, buscam os serviços das EJs por possuirem uma boa combinação preço x qualidade, além de procurarem parcerias no sentido de terceirizar serviços pequenos ou redirecionar clientes que não possam atender por qualquer motivo.
A fim de garantir um excelente aprendizado, todo o trabalho executado tem o acompanhamento e a orientação de um professor da respectiva área do conhecimento, visto que esses trabalhos são prestados como consultoria a todo tipo de empresas, embora o mercado maior seja o das MPE´s (micro e pequenas empresas).
Ex-alunos que passaram por empresas juniores contam com diferencial de conhecer o mercado, ter experiência de trabalho, conhecer a prática empreendedora e desenvolvimento de suas habilidades empresariais.
O Movimento Empresarial Junior, MEJ, teve seu início em Paris, França, no ano de 1967, com a empresa "Junior Entreprise", com o intuito de oferecer aos alunos de nível universitário a possibilidade de realizar na prática o que é lecionado em sala de aula. A empresa ainda existe na frança.
No Brasil, o movimento começou em 1987, quando a Câmara de Comércio Franco-brasileira trouxe a idéia. Três empresas juniores foram criadas em São Paulo: EJ-FGV, Júnior FAAP e Júnior Poli Estudos. A EJ-FGV foi a primeira EJ latino-americana. Hoje, o Brasil é o país com maior número de empresas juniores do mundo, com mais de 600 empresas, em mais de 200 instituições de ensino superior. São estimados cerca de 15.000 (quinze mil) estudantes universitários ligados intimamente ao MEJ.
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