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A importância de ser Prudente E-mail
24 de outubro de 2006

 A importância de ser Prudente

 

Cláudio Jorge Cancado

Fundação Centro Tecnológico de Minas Gerais

Faculdade Pitágoras

 

Prudente? O que é ser prudente? Palavra derivada do Latim Prudente, ou seja, pessoa que tem prudência, moderação ou comedimento, cauteloso, previdente, sensato. Analisando-se o conceito, observa-se que o mesmo se apresenta ligado a definições essenciais ao Profissional na atualidade.

 

Ontem, estava eu discutindo em sala de aula o conceito de Governança Corporativa. Desta discussão, surgiu a certeza de que os Profissionais diretamente ligados aos processos produtivos estarão diretamente ligados ao tripé Ética, Homem e Gestão, onde a tecnologia interfaceia e interliga o tripé. Cada vez mais, a sociedade cobra uma postura mais pró-ativa das empresas no sentido de contribuir para uma melhora substancial na qualidade de vida das pessoas. Isso aparece da necessidade latente de ocupar um espaço antes ocupado pelo Governo, onde a sociedade deseja visualizar um retorno palpável do que é dado à empresa em forma de benefícios à comunidade, seja ela interna ou externa.

 

O que a prudência tem a ver com isso? Tem-se pensado cada vez mais no papel e na importância da gestão dentro das organizações. O ato de gerir é levado a cabo por aqueles que gerenciam processos, sejam eles internos ou externos nas empresas, sendo necessário aos mesmos a qualidade de ser prudente. A prudência se forma sob o desenvolvimento do olhar crítico e da experiência profissional de cada um.

 

Pois bem, onde formamos esse olhar crítico? Ser gestor significa desenvolver a habilidade de influenciar, de comunicar, de gerenciar e de ser humilde. Humilde? Claro que sim. A humildade constrói a moderação, o comedimento, a cautela e a sensatez. Hoje, a necessidade de se alcançar melhorias em processos está cada vez premente gerando a necessidade de se ter uma equipe de trabalho comprometida com os resultados e com os fracassos.

 

Ah, o fracasso! Este é o pai da prudência. Quando nos entregamos ao estrelismo, nos sentimos cada vez mais “donos do mundo” e cada vez menos dependentes das outras pessoas. Deve ser uma sensação muito boa, mas que leva as pessoas ao distanciamento da realidade e da equipe de trabalho. Quando o fracasso chega (isso é inevitável), a estrela desce e o palco se apaga, sobrando apenas a frustração solitária da derrota. Como se levantar? A resposta é simples: a estrela que brilha deve ser a coletiva, o que leva, com o tempo, ao brilho da estrela da liderança. Quem é líder o é naturalmente, a partir do respeito que se conquista no dia-a-dia.

 

O conceito de líder/gerente está ligado diretamente à capacidade de ser prudente, de ser humilde e de ser crítico em relação a si e aos outros. Além disso, sua formação como profissional e cidadão deve ser alicerçada na compreensão do universo em que se vive e em todas as suas nuances. Isso significa dizer que a visão periférica e a compreensão das relações que o cercam tornando-o cada vez mais forte dentro da organização que trabalha. Essa é a diferença de quem toma decisões para quem apenas as executa.

 

Engenheiro? Será aquele que engenha as coisas? Prof. Pardal? De certa forma, sim. Mas na atualidade, ser prudente é condição necessária para o sucesso na carreira. Isso significa dizer que a parte técnica possui a mesma importância que a parte gerencial, levando-nos a pensar que a ética e a “humanidade” está se sobressaindo cada vez mais nas características dos que tomam decisões, papel primordial de que comanda processos – o engenheiro de produção – um ser prudente.

 
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