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| Projetos Mecânicos Utilizando GD&T e Simulação Monte Carlo |
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| 21 de setembro de 2006 | |
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Projetos Mecânicos
Utilizando Geometric Dimensioning and Tolerancing (GD&T) e Simulação Monte
Carlo
Responsável:
Mauricio Wandeck O sistema cartesiano, que
ainda é ensinado nas faculdades de engenharia e praticado pelas empresas
na-cionais, está obsoleto porque aumenta o custo dos produtos. Para que os
produtos industriais brasileiros sejam competitivos é necessário que os
engenheiros utilizem as modernas ferramentas de projetos que estão sendo
aplicadas nos países industrializados. A norma QS-9000 contem a relação
destas ferramentas. A publicação da norma
QS-9000 foi uma iniciativa da General Motors, Ford e Chrysler com o objetivo de
fabricar produtos competitivos. Ela contém o que há de melhor na prática da
engenharia automobilística americana. Seus conceitos são absolutamente gerais
e podem ser utilizados pelos demais segmentos industriais, principalmente as
ferramentas de engenharia, dentre as quais se encontra o GD&T. O GD&T é a nova
ferramenta de cotação que substituiu o sistema cartesiano. Ele trabalha em
parceria com a simulação Monte Carlo. O GD&T define as tolerâncias
dimensionais e geométricas dos componentes e a simulação Monte Carlo as
ajusta segundo o critério de qualidade descrito a seguir. O critério de qualidade adotado pela norma QS-9000 é o controle dos processos. Por exemplo, as polias do motor ao lado devem ser paralelas. Não basta estabelecer isoladamente as tolerâncias dimensionais e geométricas dos componentes, porque esta característica é uma cota resultante, que depende das tolerâncias dos demais componentes e do processo de montagem. Segundo a norma acima citada, é necessário ajustá-las de tal modo que se obtenha um índice de capabilidade Cp>1,67. Histórico do GD&TO criador do GD&T foi Stanley Parker,
engenheiro inglês da fábrica de torpedos da marinha britânica, localizada na
cidade de Alexandria, Escócia. Nessa época, 1940, acreditava-se que o erro era
inevitável. Tudo que era produzido, não importa o quê, continha um percentual
de peças ruins. O modelo industrial da época tinha obrigatoriamente duas
etapas: fabricar e inspecionar, para retirar as peças ruins do lote produzido. Stanley Parker, pressionado pelo
esforço de guerra, provocou uma grande controvérsia ao realizar uma experiência
inédita. Montou produtos que funcionaram bem utilizando peças reprovadas na
inspeção. Ele constatou que a característica crítica na montagem dos
produtos é o afastamento em relação ao centro (true position), portanto o
campo de tolerância deve ser circular e não quadrado. O sistema cartesiano
utiliza campos de tolerância quadrados e reprova as peças cujos centros dos
elementos se localizam na zona hachurada, provocando um grande desperdício, uma
vez que a área do círculo é 57% maior que a do quadrado inscrito. Stanley Parker concluiu que as peças
reprovadas, na verdade, eram peças boas. O que estava errado era o conceito de
peça ruim. Assim nasceu o GD&T, que utiliza campos de tolerâncias cilíndricos.
Esta foi a primeira alteração sofrida pelo sistema cartesiano, 300 anos após
a sua criação. Ao longo do tempo diversos
novos conceitos foram incorporados ao GD&T, como os princípios de máximo e
mínimo material, a condição de independência, a zona de tolerância
projetada, as zonas de tolerâncias compostas, os datuns, etc. No estágio atual
o GD&T é composto de 290 regras, cuja aplicação é normalizada pelas
associações de normas técnicas dos diversos países, algumas delas citadas
adiante. Na última revisão da norma técnica americana, ASME Y14.5, 1994,
houve mais de 100 alterações, e outras tantas estão em vias de acontecer. Para projetar produtos
competitivos os engenheiros e técnicos precisam constantemente atualizar os
seus conhecimentos de GD&T. Os softwares de CAD ajudam a elaborar os modelos
e desenhos, mas a cotação, que é a parte mais sensível dos projetos devido
ao impacto na qualidade e no custo, continua a ser feita pelo cérebro humano. Nos Estados Unidos a ASME
(American Society of Mechanical Engineers) realiza periodicamente um "provão
de GD&T". As empresas treinam os seus profissionais e os incentivam a
obter a certificação. Dentro em breve isto se tornará uma exigência que
fatalmente atingirá as empresas brasileiras. Visite o site http://www.mw.eng.br para
fazer um teste de GD&T nos moldes do provão da ASME. A ferramenta ideal para calcular os índices Cp/Cpk é a simulação Monte Carlo. Ela executa a montagem virtual de um grande número de conjuntos, combina aleatoriamente os valores das tolerâncias dos componentes (reproduz o que acontece na linha de montagem) e fornece o histograma da distribuição, os índices de capabilidade Cp/Cpk, e a relação das tolerâncias que mais contribuem para a variação das características funcionais. Esta atividade deve ser realizada na engenharia, na fase de desenvolvimento do produto, antes da fabricação do ferramental. Exemplo da Aplicação de GD&T e Simulação Monte CarloVisite
o site http://www.mw.eng.br A simulação Monte Carlo também
relaciona as tolerâncias pela sua ordem de importância e identifica as
principais responsáveis pela qualidade do produto (Key Characteristics). Esta
informação é muito importante porque coloca em evidência os processos mais
sensíveis. As tolerâncias não identificadas como
características chave devem ser alargadas ao máximo para reduzir o custo. O
conjunto final de tolerâncias é a solução de compromisso ideal entre custo e
qualidade, capaz de atender aos índices de capabilidade especificados.
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