DOE(Design of
Experiments)
Responsável: Daniel
Amaral
Conceitos Básicos
Fontes: BOX, G.E. 1978;COLEMAN, D.E, 1993; MONTEGOMERY,
D.C, 1976 (vide informações
adicionais)
Introdução
Dentro da indústria, em especial no desenvolvimento de produto, muitas vezes é
necessário obter informações sobre produtos e processos empiricamente. Neste
momento o trabalho das pessoas envolvidas com o problema assemelha-se ao de
pesquisadores ou cientistas que precisam projetar experimentos, coletar dados e
analisá-los. Experimentos são empregados para resolver problemas de fabricação,
decidir entre diferentes processos de manufatura, diferentes conceitos de
produto, entender a influência de determinados fatores, etc... Além disso esta
tarefa torna-se cada vez mais importante na medida que se intensifica a base
tecnológica dos produtos e as exigências governamentais e de clientes aumentando
a necessidade de emprego de experimentos durante todas as etapas do ciclo de
vida do produto.
O Planejamento de Experimentos (em
inglês Design of Experiments, DOE) é uma técnica utilizada para se planejar
experimentos, ou seja, para definir quais dados, em que quantidade e em que
condições devem ser coletados durante um determinado experimento, buscando,
basicamente, satisfazer dois grandes objetivos: a maior precisão estatística
possível na resposta e o menor custo. É, portanto, uma técnica de extrema
importância para a indústria pois seu emprego permite resultados mais confiáveis
economizando dinheiro e tempo, parâmetros fundamentais em tempos de concorrência
acirrada. A sua aplicação no desenvolvimento de novos produtos é muito
importante, onde uma maior qualidade dos resultados dos testes pode levar a um
projeto com desempenho superior seja em termos de suas características
funcionais como também sua robustez.
No entanto, deve-se ficar claro que
esta ferramenta não substitui o conhecimento técnico do especialista da empresa
sobre o assunto e nem mesmo trata-se de uma “receita de bolo” de como realizar
um planejamento. O domínio do
problema é de fundamental importância. O conhecimento do especialista sobre o
problema conjugado com a técnica (em casos especiais somando-se ainda o auxílio
de especialistas em planejamentos de experimentos) é que irá permitir bons
planejamentos de experimentos, ou seja, planejamentos mais rápidos (menos
pontos), de menor custo e que possibilitem aos seus idealizadores responderem,
baseado em inferência estatística, a resposta a seus problemas.
Apesar de novas, as principais
técnicas de planejamento de experimentos já existiam e potencialmente poderiam
estar sendo sistematicamente aplicadas na indústria desde muitos anos. Porém, a
grande maioria destas técnicas requer uma quantidade exaustiva de cálculos
tornando fundamental o emprego dos recursos de informática. Um fator que tem
impulsionado a aplicação industrial do planejamento de experimentos são as
ferramentas computacionais de análise estatística e soluções corporativas que
cada vez mais facilitam a realização das análises e manutenção e gerenciamento
de dados. Neste sentido a tendência é que tais técnicas tornem-se cada vez mais
próximas de aplicações práticas e, portanto, cada vez mais utilizadas.
É preciso estar claro também que, em
estatística, Planejamento de Experimentos designa toda uma área de estudos que
desenvolve técnicas de planejamento e análise de experimentos. Há atualmente
todo um arsenal de técnicas, com vários níveis de sofisticação e uma quantidade
não menor de livros sobre o assunto. Nesta página são listados os tipos mais conhecidas e de aplicação mais
freqüente na indústria.
Glossário
- Fatores ou Tratamentos:
são as variáveis de controle ou entrada.
- Níveis: correspondem às
faixas de valores das variáveis de controle
- Variável resposta:
parâmetro de saída, resultante de uma variação nas variáveis de entrada.
- Aleatorização: é a
prática de realizar a escolha das corridas (ou pontos experimentais) por meio
de um processo aleatório (tal como dados ou sorteio). Esta prática simples em
muitos casos garante as condições de identidade e independência dos dados
coletados e evita erros sistemáticos.
- Blocos: são agrupamentos
de dados para eliminar fontes de variabilidade que não são de interesse do
expectador;
veja também um glossário com os principais termos sobre estatística em http://www.animatedsoftware.com/statglos/statglos.htm
Tipos de
Planejamento
- Tratamento em pares;
- Tratamento em blocos;
- Quadrado Latino;
- Quadrado Greco-Latino;
- Quadrado Hiper-Greco-Latino
;
- Experimentos
Fatoriais;
Etapas para o desenvolvimento de um
Planejamento de Experimentos
Coleman & Montgomery (1993) propõem as seguintes
etapas para o desenvolvimento de um Planejamento de Experimentos na
Indústria:
- Caracterização do problema
- Escolha dos fatores de influência e
níveis
- Seleção das variáveis de
resposta
- Determinação de um modelo de
planejamento de experimento
- Condução do experimento
- Análise dos dados
- Conclusões e
recomendações
Informações Adicionais
Artigos
COLEMAN, D. E.; MONTEGOMERY, D. C.
(1993). A systematic approach to planning for a designed industrial experiment.
Technometrics, v.35, n.1
Livros
BOX, G. E. P.; HUNTER, W. G.;
HUNTER, J. S. (1978). Statistics for experimenters. New York: John Willey. (
Disponível na biblioteca IP )
MONTGOMERY, D. C. (1997). Introduction to statistical quality control. 3rd. ed. New York: Wile.
(Disponível na biblioeca da EESC - USP).
MONTGOMERY, D. C. (1976). Design
and analysis of experiments. New Yourk: Willey. (Disponívle na FEA -
USP).
WERKEMA, M. C. C.; AGUIAR, S.
(1996). Planejamento e análise de experimentos: como identificar as
principais variáveis influentes em um processo. Belo Horizonte: Ufmg.
(Disponível na biblioteca da EESC - USP).
WERKEMA, M. C. C.; AGUIAR, S.
(1996). Otimização estatística de processo: como determinar a condição de
operação de um processo que leva ao alcance de uma meta de melhoria. Belo
Horizonte: Fundação Cristiano Ottoni. (Disponível na biblioteca da EESC -
USP).
Revistas
Technometrics - Periodicidade
Quadrimestral - Aborda métodos estatísticos para as áreas de química, física e
engenharia. Grande parte dos artigos aborda o planejamento de eperimentos. http://www.asq.org/products/journals/techmet.html
Journal of Quality Technology -
Periodicidade Quadrimestral - Métodos, aplicações e tópicos relacionados com a
tecnologia da qualidade. Foca principalmente em técnicas estatísticas e aborda
com freqüência artigos sobre Planejamento de Experimentos. http://www.asq.org/products/journals/jqt.html
Associações
ASQ-American Society for
Quality(1998) http://www.asq.org/
Software
Statistica - Desenvolvedor Stat Soft - É um dos sistemas com melhor
interface gráfica e com grandes possibilidades em termos de análises gráficas.http://www.statsoft.com/
SAS - Desenvolvedor SAS - É um dos
melhores sistemas e está entre os mais amplamente utilizados por estatísticos.
http://www.sas.com/
MINITAB - Desenvolvedor Minitab -
Trata-se de um software clássico em termos de análise estatística. Amplamente
difundido tem como seu forte o fato de possuir seus procedimentos de cálculo
bastante validados. http://www.minitab.com/
Interactive Statistical Pages -
Página Web que realiza análises estatísticas. Possui uma grande quantidade de
links de softwares sobre estatística na internet. Tem a facilidade de prover
vários softwares e mesmo a realização, dentro desta página, de algumas análises
estatísticas básicas. http://members.aol.com/johnp71/javastat.html
Sites relacionados
Visual Statistics(1998) http://www.mhhe.com/business/opsci/doane/
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