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DFMA (Design for Manufaturing and Assembly) E-mail
21 de setembro de 2006

DFMA(Design for Manufaturing and Assembly)

Responsável: Lucas Cley da Horta; Prof. Henrique Rozenfeld
 

Conceitos Básicos
 

Fonte: BRALLA, J. G. (1986)- vide informações adicionais

 
 
Definição

 

Segundo BOOTHROYD e DEWHURST (1988), Design for Manufacture, DFM, significa diferentes coisas para diferentes pessoas... A chave para o sucesso da aplicação de DFM é a simplificação da manufatura do produto. Enquanto que as técnicas de DFA primeiramente objetivam a simplificação da forma do produto, assim os custos com a montagem são reduzidos.
 

Assim,  temos que DFMA é uma filosofia que se utiliza de diversos conceitos, técnicas, ferramentas e métodos para aperfeiçoar a fabricação de componentes ou simplificar a montagem de produtos, utilizando para tal desde a análise de valores de tolerâncias, a complexidade do produto, número mínimo de componentes necessários, layout do produto dentre outros. DFM traduz a busca durante o projeto, em tornar mais fácil a manufatura dos componentes que formarão o produto depois de montado. Enquanto DFA tem por objetivo tornar a montagem do produto o menos custosa e mais otimizada possível.
 
 

Utilização
 

O DFMA pode ser utilizado na análise de produtos em manufatura. Neste caso o produto é desmontado e montado novamente dando ênfase a tempos e custos de manuseio (alimentação e orientação) e junção (inserção) de componentes. Os tempos e custos podem ser encontrados em tabelas, ou através da utilização de softwares específicos (ver Informações Adicionais) ou ainda por observações empíricas.
 

DFMA pode também ser usado durante o desenvolvimento de um produto, visando a otimização e adequação aos meios de montagem e inspeção.
 
 

Princípios do DFMA
 

Existem algumas regras de boa conduta sugeridos pelo DFMA:
 

  • Projetar para um número mínimo de componentes;
  • Projetar componentes para serem multifuncionais;
  • Utilizar componentes e processos padronizados;
  • Desenvolver uma abordagem de projeto Modular;
  • Utilizar uma montagem empilhada/Uni-direcional;
  • Facilitar alinhamento e inserção de todos os componentes;
  • Eliminar parafusos, molas, roldanas, chicotes de fios;
  • Eliminar ajustes;
  • Procurar padronizar materiais, acabamentos e componentes;
  • Ter sempre em mente as possibilidades de automação;
  • Utilizar e promover o trabalho em equipe.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Existe ainda uma medida da eficiência de um projeto, considerando sua montagem. Assim é calculado a partir de tabelas de tempos e custos, um índice que avalia a qualidade de seu projeto para montagem. Este índice relaciona o número teórico mínimo de todas as peças necessárias, com o tempo total para a montagem das peças. Isso multiplicado por 3, valor característico para um tempo médio padrão para uma montagem livre de embaraços.
 

Deve-se ressaltar a necessidade de avaliar bem a necessidade de um componente, devendo sempre procurar reduzir ao máximo o número de componentes do produto final. Para tal, pode-se fazer uso de três regras básicas para verificar a necessidade de determinado componente:
 

    1. Existe necessidade de movimento relativo entre as partes?
    2. Existe necessidade de especificação de diferentes materiais por razões físicas/químicas?

    3. O componente deve ser desmontável para facilitar manutenção?

 

Deve-se então valer da possibilidade de integrar componentes quando possível, pois componentes integrados não precisam ser montados, e geralmente possuem menor custo de fabricação comparados com a soma dos custos das peças separadas.
 
 

Exemplos e Aplicações
 

A seguir segue alguns exemplos de aplicação do DFMA. Nas figuras seguintes, observa-se regras de projeto visando maximizar a facilidade da montagem, reduzindo assim seus custos. Na figura 1 temos a "montagem por cima", caracterizada pela inserção de todos os componentes de um conjunto de tal maneira que eles se encaixem um sobre o outro.
 

 
 
 
Figura 1 - Montagem dos componentes por cima.

 
 
 

 

 E na figura 2 temos o "auto alinhamento", onde para facilitar o encaixe entre componentes é realizado desde perfis arredondados a chanfros

ou então furos guias.
 

 
Figura 2 - Montagem utilizando o auto-alinhamento
.

 
 

Na figura 3 observamos a utilização de indicações para orientar a montagem de componentes assimétricos.
 


Figura 3 - Uso de indicações para facilitar a montagem em peças assimétricas

 
 

No caso de simétricos, como na figura 4, não existe essa necessidade
 

 

 
Figura 4 - Peças simétricas em relação a suas possibilidades de montagem.

 
 
 
 

 

Informações Adicionais
 

BOOTHROYD, G.; DEWHURST, P. (1988). Product design for manufacture and assembly. Manufacturing Engineering, p. 42-46, abril.
 

BRALLA, J. G. (1996). Design for excellence. New York: McGraw-Hill. ( Disponível na EESC - USP ).
 

BRALLA, J. G. (1986). Handbook of product design for manufacturing, McGraw-Hill, Inc., New York, NY, USA.( Disponível na EESC - USP ).
 
 

Sites Relacionados
 

DFMA -  Design for Manufacture and Assembly Home Page by Boothroyd Dewhurst, Inc.

 
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